sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Meu pai!

Deus te levou.
Tão cedo a vida...
Sinto a Tua falta,
"Velho Companheiro"
Também a mim as lágrimas me caíram fortemente. Na verdade, Deus levou o nosso paizão demasiado cedo. Mas dizem-nos que Ele sabe o que faz. Possivelmente para termos um anjo da guarda a tomar conta de nós. E eu sinto muitas vezes a presença dele junto de mim. Quando estou muito triste, preocupada, sentida com a vida, há um momento em que sinto uma paz muito suave ao meu lado e, de imediato, lembro-me do meu pai. Da sua voz, "bem...bem..." e a calma baixa ao meu coração. Naqueles dias difíceis em que o meu mano esteve no hospital, entre a vida e a morte, eu chorando a pedir a Deus por ele, uma noite acordei com a sensação de alguém me ter feito uma festa na cara e nos cabelos, como que a dizer-me, "tem calma, vai tudo correr bem". No dia seguinte, o meu mano foi operado e tudo correu bem. Quando sonho com o meu pai, vejo o seu sorriso meigo, os seus olhos cheios de lágrimas, o conforto chega no dia seguinte.
Mano, nós temos muitas saudades dele, mas ele está sempre connosco, porque ele, na verdade, foi feito à imagem e semelhança de Deus...
Sabes, tu estás cada vez mais parecido com ele e eu também te adoro.
Ainda bem que somos uma família, mesmo longe, sentimos sempre a presença um do outro e damo-nos segurança mútua.
Um beijão grande e ... querido pai, amo-te muito.
Obrigada por teres sido o homem que foste.
Obrigada pelos teus exemplos de homem bom e sempre só preocupado connosco. Desde que nós estivéssemos bem, tu estavas feliz.
Fernanda

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Saudades de um tempo

Sinto saudades de um tempo, dos cheiros e sons; de uma canção ... de um momento da minha vida.
Aquela saudade do tempo que passou, a recordação da pessoa que um dia fui, das pessoas que conviveram comigo e sonharam os meus sonhos naquele momento!
Crianças, adolescentes, jovens ou adultos, todos vivemos momentos raros e especiais que marcaram nossas vidas e ficaram impressos nas nossas mentes.
às vezes, basta um cheiro, uma música, um sabor e tudo vem à tona e nos faz recordar aqueles momentos.
Daí, ficamos a cultivar a cultivar a lembrança daqueles momentos bons, daquelas pessoas, daquela fatia do tempo em que parece que quase que experimentámos a felicidade e a tocávamos com as mãos.
As saudades do que foi muito belo e único crescem, às vezes até fazem doer. hoje são memórias que guardamos dentro de nós.
A seguir, compreendemos que o hoje também já é feito de memórias e sonhos que se realizaram e outros que não. O hoje é feito de novas memórias, de um outro tempo. Recordo o riso e as traquinices dos meus filhos!
Um beijo aos meus filhões e às memórias boas que eles me têm dado.
Um beijo a todos que povoam as minhas recordações de criança, adolescente, jovem e adulta.
Nanda neves

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Memórias

Tenho resistido em colocar a minha participação neste espaço. Mas ... tenho um mano muito persistente ... o João Neves e ... devo-lhe este cantinho. À Ana Dias, também.Bem, neste momento, só me vem à memória uma certa casa, numa rua ampla e linda da qual já não me recordo o nome, em Nampula, que me faz sentir na pele uma suave sensação de paz e alegria. Ali, eu, o meu mano e os meus pais fomos felizes. Não éramos abastados, como muitos aqui, neste país imaginam que eram todas as pessoas que viviam naquelas terras. Mas éramos muito felizes! A mamã, grande mulher, mãe e dona de casa, mulher de pulso rígido, mas sempre atente ao nosso bem-estar. O pai, a meiguice em pessoa, nosso cúmplice, paciente e ... a pessoa que mais amor soube dar neste mundo. O mano, traquinas, sempre envolvido em embrulhadas que eu e o nosso paizão, procurávamos encobrir da mãe guerreira. Eu, uma menina feliz.Mesmo ao lado, grandes amigas - a Lena Rocha, minha companheira desde a 4ª classe, cúmplices de tantas histórias! Lena, adoro-te! A Gina, a Belinha com aqueles olhos lindos imparáveis! A D. Alice, como eu a admirava, por ser uma mãe doce, lutadora, amiga!Recordo as noites de conversa no passeio junto à nossa casa.Vejo-me a sair de casa de manhazinha, bata branca com o emblema do LAGC, a mastigar o pau de quinhenta com um bocado de fiambre dentro!E o meu liceu! As raparigas no 1º andar a mirarem os rapagões lá em baixo no recreio! E o meu 5º ano! O primeiro ano misto! Recordam-se, finalistas de 69/70? Ana Maria, aqueles tempos são muito bons de recordar! Ninguém nos tira aquelas memórias!Sabem, após 33 anos de estadia em Portugal, ainda há muitas noites que me parece ouvir o som dos tambores ao longe!Pronto queridos amigos makuas, vou-me embora, mas deixem-me dizer-vos que sinto muitas saudades de todos vós, da amizade, do convívio são sem televisão, dos cheiros, dos sons, das cores ... de tudo, meu Deus!E sinto uma enorme tristeza de, após todos estes anos, ainda não ter conseguido voltar àqueles lugares que são a minha origem. Sabem, é que eu sou branca por fora, mas sempre preta por dentro, como dizem por aqui os portugas.Mano, gosto muito de ti´, és um dos homens que mais admiro. Sabes com quem és parecido, não sabes?.Um grande beijo de amor para todos
24 de Agosto de 2007 3:17